Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos. Pitágoras

Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos. Pitágoras
“O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que as outras gerações fizeram.” Jean Piaget

Número de homicídios em Mossoró no ano de 2013

Até o momento, foram registrados 133 homicídios na metrópole do futuro.
Alguém acredita que nossas autoridades (Prefeita, Governadora, Vereadores etc.) estão preocupadas com isso?

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Um amante do conhecimento, da vida, da família e da profissão docente.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Jean Wyllys

Acabamos de representar contra o deputado federal Bolsonaro (sim, porque existem também o deputado estadual Bolsonaro e o vereador Bolsonaro; ou seja, eles tratam a representação política como capitania hereditária!) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O motivo da representação é menos a agressão física ao senador Randolfe Rodrigues e mais o fato de ela tentar tumultuar deliberadamente uma atividade das comissões da Memória, Verdade e Justiça da Câmara, do Senado e do Governo Federal.

Esta representação de hoje somar-se-á a outras contra o deputado Bolsonaro (um delas feita pela Comissão de Diteitos Humanos da OAB) que já tramitam no Conselho de Ética. Como ainda não sofreu nenhum tipo de sanção por parte do Conselho de Ética - os relatores designados para avaliar as representações sempre concluem que não houve quebra de decoro (ou que será quebra de decoro para essa gente?) - Bolsonaro se acha acima de qualquer lei: comete injúria racista e homofóbica (principalmente); insulta parlamentares (eu mesmo coleciono uma série de insultos vindos dele!); difama ativistas de Direitos Humanos com dinheiro público; e até já agrediu fisicamente a ministra Maria do Rosário, acrescentando o insulto misógino "vagabunda". Bolsonaro é uma excrescência! Um vestígio do lixo fascista que esteve no poder durante as mais de duas décadas de ditadura militar. Porém, ele fala para um eleitorado que, com advento da internet e das redes sociais, vem se expondo sem vergonha de suas posições fascistas, reacionárias e discriminatórias.

Espanta-me que o Rio de Janeiro - estado que eu também represento - eleja um tipo desses!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Pagamento da hora atividade aos professores do RN

Governo não vai estender o benefício para quem não ganhou pagamento das horas extras na justiça

A direção reforça o direito de escolha dos filiados em decidir a adesão ou não à ação judicial do 1/3 da Hora Atividade. O pagamento das horas é resultado da ação judicial impetrada pelo SINTE/RN como Substituto Processual da categoria em assembleia devidamente qualificada. Aqueles que resolverem ficar fora da ação deverão constituir um advogado e ingressarem na justiça.
Ficou determinado em juízo que o pagamento será feito mediante relação, portanto aqueles que não constarem na listagem ficarão de fora.
O procurador geral do Estado confirmou nesta quinta-feira (12) que a implementação das horas extras ocorrerá primeiro para a relação que for publicada e os ajustes serão contemplados posteriormente. Isso significa que o Governo não vai estender o benefício para quem não ganhou na justiça.
Para que todos sejam contemplados a direção do SINTE/RN aprovou em assembleia ser substituto processual dos sócios e não sócios. 
 
Fonte: SINTE-RN

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Juiz tenta acabar com o crime de racismo no Brasil

De acordo com a sentença da 2ª Vara Criminal de Brasília, o médico Heverton Octacílio de Campos Menezes praticou somente o crime de injúria contra a atendente Marina Serafim dos Reis, na bilheteria do Liberty Mall. Em abril do ano passado, ele fugiu do shopping depois de ofender a funcionária de um cinema. O juiz descartou que o psicanalista tenha feito comentários de cunho racista à jovem, à época com 25 anos, e o absolveu do crime de injúria racial, conforme pedia o Ministério Público.

Heverton recebeu uma pena que será cumprida com medidas alternativas. Ainda cabe recurso. Segundo a decisão, não existem provas de que o psicanalista tenha ofendido "a dignidade da vítima, fazendo referências a sua cor". Durante o anúncio do parecer, o juiz declarou que "a ofensa não se deu em um contexto de discriminação racial, restando provado que o desentendimento entre os dois ocorreu apenas em razão da discordância sobre o momento em que deveria ter sido feito o atendimento". A acusação tentou culpá-lo pelo crime de injúria racial a partir das frases que o acusado teria dito no dia em que aconteceram as supostas ofensas: "Sua negra, volta para a África. Você está no lugar errado. O seu lugar não é aqui lidando com gente, mas e com animais".

Nota do blog: Se essa frase não tem cunho racista, o que será racismo para os juristas brasileiros?

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Rosalba é condenada novamente por improbidade administrativa

A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), foi condenada mais uma vez por improbidade administrativa pelo período que esteve como prefeita de Mossoró (2001-2004), segunda cidade mais importante do Estado e distante 285 km da capital. Desta vez, o motivo foi a autorização do uso da máquina pública para executar obras de melhoria num parque de vaquejada particular no município de Baraúna.

Na primeira ação de improbidade, também em 2013, Rosalba foi condenada por autopromoção em propaganda institucional. Segundo informações do Ministério Público Estadual (MPE), responsável por mover a Ação Cívil Pública, também foram condenados o ex-gerente de Infraestrutura, Yuri Tasso Duarte Queiroz Pinto e o proprietário do parque. A sentença foi do juiz Airton Pinheiro, por intermédio da 7ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró,que tramitou junto à Vara da Fazenda Pública.

Ainda de acordo com o MPE, a ex-prefeita de Mossoró e atual chefe do Executivo potiguar e seu ex-assessor foram condenados "por autorizar diretamente o uso de caminhões caçamba, tratores, perfuratriz, combustível e mão-de-obra da Prefeitura de Mossoró para a execução do serviço no referido parque". Já o proprietário, por ter obtido "benefício direto decorrente de uma prática ilegal".

Rosalba Ciarlini terá que ressarcir integralmente os danos causados ao erário de Mossoró, bem como pagar multa equivalente a duas vezes o valor do prejuízo. O ex-gerente executivo, Yuri Tasso, e o proprietário do parque também foram condenados ao ressarcimento dos valores.

Fonte: ne10.uol.com.br

Nota do blog: Esse é o jeito Rosalba de gerir a coisa pública. Não é à toa que alguns empresários de Mossoró e região investem fortunas para mantê-la no poder. 

Pelo visto, o retorno é garantido.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Assembleia encerra greve da educação no RN

 Os trabalhadores em educação da rede estadual voltam amanhã às escolas. O final da greve foi decidido em assembleia realizada na última quinta-feira, que contou com a presença de uma das intermediadoras da negociação: a deputada Fátima Bezerra. Segundo ela, foi a força social da categoria que obrigou o Governo a colocar uma proposta na mesa.

O documento assinado pela Secretária de Educação traz quinze compromissos, entre eles: o reconhecimento da dívida do terço de hora atividade, que deverá ser paga em seis parcelas; a garantia de enviar a revisão do plano de carreira do magistério para votação na assembleia legislativa até outubro; a convocação de professores concursados e o pagamento de uma letra promocional.

Mas a conquista mais comemorada foi a que determina a manutenção da Letra quando o educador mudar de nível, uma antiga reivindicação da categoria “Há 22 anos estou no estado, passei anos esperando uma promoção de nível médio para graduação e depois para especialização, sempre sofrendo os prejuízos de perder a letra. Essa é a maior conquista, pois representa um ganho real”, comemorou a diretora do Sinte-RN, professora Simonetti Almeida.

Para a coordenadora geral do Sinte-RN, Fátima Cardoso, as conquistas foram a consequência de um conjunto de fatores, como: a força histórica da categoria, a opinião pública favorável, o apoio de entidades da sociedade civil organizada e de parlamentares como os ex-dirigentes do Sinte-RN Fátima Bezerra e Fernando Mineiro.

Rômulo Arnaud, conclui: “O governo cedeu à nossa força, diante do grande desgaste político que nossas denúncias e nossas ações de greve causaram à imagem do governo junto à opinião pública do Estado”.

Fonte: SINTE-RN

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Da xenofobia ao racismo é rapidinho: mais um pouco sobre os médicos cubanos no Brasil

"Somos médicos por vocação, não nos interessa um salário, fazemos por amor”, afirmou Nelson Rodrigues, 45.

“Nossa motivação é a solidariedade”, assegurou Milagros Cardenas Lopes, 61

“Viemos para ajudar, colaborar, complementar com os médicos brasileiros”, destacou Cardenas em resposta à suspeita de trabalho escravo. “O salário é suficiente”, complementou Natasha Romero Sanches, 44.





Poucas frases, mas que soam  como se estivessem sendo ditas por seres de outro planeta no Brasil que vivemos.

O que disseram os primeiros médicos cubanos do  grupo que vem para servir onde médicos brasileiros não querem ir deveria fazer certos dirigentes da medicina brasileira reduzirem à pequenez de seus sentimentos e à brutalidade de suas vidas, de onde se foi, há muito tempo, qualquer amor à igualdade essencial entre todos os seres humanos.

Porque gente que não se emociona com o sofrimento e a carência de seus semelhantes, gente que se formou, muitas vezes, em escolas de medicina pagas com o imposto que brasileiros miseráveis recolheram sobre sua farinha, seu feijão, sua rala ração, gente que já viu seus concidadãos madrugando em filas, no sereno, para obter um simples atendimento, gente assim    não é civilizada, não importa quão bem tratadas sejam suas unhas, penteados os seus cabelos e reluzentes seus carros.

Perto desta negra aí da foto, que para vocês só poderia servir para lavar suas roupas e pajear seus ricos filhinhos, criados para herdar o “negócio” dos pais, vocês não passam de selvagens, de brutos.

Vocês podem saber quais são as mais recentes drogas, aprendidas nos congressos em locais turísticos, custeados por laboratórios que lhes dão as migalhas do lucro bilionário que têm ao vender remédios. Vocês podem conhecer o último e caro exame de medicina nuclear disponível na praça a quem pode pagar. Vocês podem ser ricos, ou acharem que são, porque de verdade não passam de uma subnobreza deplorável, que acha o máximo ir a Miami.

Mas vocês são lixo perto dessa negra, a Doutora – sim, Doutora, negra, negrinha assim!- Natasha é, eu lhes garanto.

Sabem por que? Por que ela é capaz de achar que o que faz é mais importante do que aquilo que ganha, desde que isso seja o suficiente para viver com dignidade material. Porque a dignidade moral ela a tem, em quantidade suficiente para saber que é uma médica, por cem, mil ou um milhão de dólares.

Isso, doutores, os senhores já perderam. E talvez nunca mais voltem a ter, porque isso não se compra, não se vende, não se aluga, como muitos dos senhores, para manter o status de pertenceram ao corpo clínico de um hospital, fazem com seus colegas, para que deem o plantão em seus lugares.

Os senhores não são capazes de fazer um milésimo do que ela faz pelos seres humanos, desembarcando sob sua hostilidade num país estrangeiro, para tratar de gente pobre que os senhores nao se dispõem a cuidar nem querem deixar que se cuide.

Os senhores nao gritaram, não xingaram nem ameaçaram com polícia aos Roger Abdelmassih, o estuprador, nem contra o infleiz que extorquiu R$ 1.200 para fazer o parto de uma adolescente pobre, nem contra os doutores dos dedos de silicone, nem contra os espertalhões da maternidade paulista cuja única atividade era bater o ponto.

Eles não os ameaçaram, ameaçaram apenas aos pobres do Brasil.

Estes aí, sim, estes os ameaçam. Ameaçam a aceitação do que vocês se tornaram, porque deixaram que a aspiração normal e justa de receber por seu trabalho se tornasse maior do que a finalidade deste próprio trabalho, porque o trabalho é um bem social e coletivo, ou então vira mero negócio mercantil.

É isto que estes médicos cubanos representam de ameaça: o colocar o egoísmo, o consumismo, o mercantilismo reduzidos ao seu tamanho, a algo que não é e nem pode ser o tamanho da civilização humana.

Aliás, é isso que Cuba, há quase 55 anos, representa.

Um país minúsculo, cheio de carências, que é capaz de dar a mão dos médicos a este gigante brasileiro.

E daí que eles exportem médicos como fonte de receita? Nós não exportamos nossos meninos para jogar futebol? O que deu mais trabalho, mais investimento, o que agregou mais valor a um país: escolas de medicina ou esteiras rolantes para exportar seus minérios?

É por isso que o velhiísimo Fidel Castro encarna muito mais a  juventude que estes yuppies coxinhas, cuja vida sem causa  cabe toda dentro de um cartão de crédito.

Eu agradeço à Doutora Natasha.

Ela me lembrou, singelamente, que coração é algo muito maior  do que aquele volume que aparece, sombrio, nas tantas ressonâncias, tomografias e cateterismos porque passei nos últimos meses.

Ele é o centro do progresso humano, mais do que o cérebro, porque é ele quem dá o norte, o sentido, o rumo dos pensamentos e da vida.

Porque, do contrário, o saber vira arrogância e os sentimentos, indiferença.

E o coração, como na música de Mercedes Sosa, una mala palabra.

Por: Fernando Brito

domingo, 25 de agosto de 2013

Médicos cubanos pousam no Recife

Os primeiros médicos cubanos que vão trabalhar no Brasil, através de acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), dentro do programa Mais Médicos, já estão no país. No começo da tarde deste sábado (24), um grupo com 206 profissionais pousou no Recife, em escala do voo que segue para Brasília, onde deve chegar no começo da noite.

A aeronave aterrissou às 14h30 e, desse total, 30 médicos ficaram na capital pernambucana. Ainda dentro do avião, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, deu as boas-vindas aos profissionais, que estavam muito emocionados e chegaram até a chorar na despedida do grupo que ficou na cidade. Eles foram levados para um alojamento do Exército. Os 170 restantes seguiram no voo para a capital federal.

No Aeroporto dos Guararapes, cerca de 20 pessoas, de idades e movimentos sociais distintos, aguardavam para dar as boas-vindas aos médicos. "Nas manifestações de junho, pedimos mais qualidade na saúde e a chegada dos cubanos é uma forma de melhorar esse quadro, mas sabemos que é preciso mais investimento em saúde e educação. Acho duro o posicionamento da classe médica brasileira, pois isso não vai tirar o trabalho deles, é apenas uma complementação, já que alguns médicos brasileiros não querem ir para lugares onde eles estão indo", disse a presidente da União da Juventude Socialista em Pernambuco, Thiara Milhomem.

Os trinta médicos que desembarcaram no Recife chegaram ao saguão agitando bandeiras do Brasil e de Cuba e agradecendo a presença das pessoas que foram, espontaneamente, recebê-los.

"Módulo de avaliação"
Nas primeiras três semanas no Brasil, os cubanos participam do chamado "módulo de avaliação", que inclui um treinamento sobre o sistema de saúde pública brasileiro e língua portuguesa. Também estão nessa preparação os estrangeiros e brasileiros formados no exterior que se inscreveram no programa - na última sexta, três espanhóis desembarcaram na capital pernambucana, para atuar no Recife e na Paraíba.

Está prevista para este domingo (25) a chegada de outro grupo de médicos, com 194 profissionais, que também fará escalas em Fortaleza (CE) e no Recife antes de levá-los para Salvador (BA).

De acordo com o Ministério da Saúde, esses profissionais serão encaminhados para 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico brasileiro ou estrangeiro, dentro do programa Mais Médicos. O atendimento à população nas unidades básicas de saúde está previsto para começar no dia 16 de setembro.

Apesar de o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) ter afirmado que só emitirá registro para os estrangeiros que se submeterem às provas de revalidação do diploma, conforme regra nacional em vigor, o Ministério da Saúde assegura que esses médicos terão autorização especial para trabalhar por três anos exclusivamente nos serviços de atenção básica para que forem destacados.

O Ministério da Saúde informou ainda que esses médicos cubanos já participaram de outras missões internacionais. Todos são especializados em medicina da família e a maioria -- 84% -- tem mais de 16 anos de experiência em medicina.

Fonte: G1

Nota do blog: Sejam bem vindos!
Se vocês (médicos cubanos e de qualquer outro país) forem pontuais, assíduos e ouvirem os seus pacientes, vocês já farão muito mais do que a maioria dos mercenários brasileiros, que só sabem encher os bolsos de dinheiro às custas da desgraça da população.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Aluna do IFRN câmpus Mossoró recebe prêmio em Brasília

A aluna de Eletrotécnica e bolsista do PFRH no Câmpus Mossoró, Ana Karolina Vieira Holanda, juntamente com seu orientador Prof. Aleksandre Saraiva Dantas, viajou no dia 18 de agosto para Brasília, para receber o prêmio, no qual foi contemplada, na categoria estudante de ensino médio na etapa Unidade da Federação (onde só é agraciado com o prêmio um aluno por estado) pelo RN. Recebendo como premiação um computador no valor de R$ 2.500,00.


O 8º Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero consistiu em concurso de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos, dirigido a estudantes de Ensino Médio, Graduação, Pós-Graduação e Escolas da Educação Básica na área das relações de gênero, mulheres e feminismos, contemplando suas interseções com as abordagens de classe social, geração, raça, etnia e sexualidade.

Segundo Ana Karolina, para escrever a redação ela teve contato com artigos, livros e revistas sobre estudos de gênero, mulheres, feminismo e sexualidade. Ela absorveu conhecimento e teve contato com sociólogos, outros alunos e orientadores, além de participar de discussões a respeito do tema durante o encontro.“Aprendi mais sobre os níveis de dificuldade para a mulher, os discursos de premiação foram emocionantes e abordaram temas como violência e crescimento profissional”, conta Ana.

O prêmio teve por objetivo estimular e fortalecer a reflexão crítica e a pesquisa acerca das desigualdades existentes entre homens e mulheres no país, contemplando suas intercessões com as abordagens de classe social, geração, raça, etnia e sexualidade no campo dos estudos das relações de gênero, mulheres e feminismos.

Estão abertas, desde 01/07, as inscrições para a 9º edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. Este ano, as propostas de concursos de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos escolares devem basear nas questões da igualdade de condições entre mulheres e homens.

Fonte: http://portal.ifrn.edu.br/campus/reitoria/noticias/aluna-do-campus-mossoro-recebe-premio-em-brasilia

sábado, 10 de agosto de 2013

Tribunal mantém decisão contra o SINTE

O Tribunal de Justiça do Estado (TJRN) indeferiu a liminar impetrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (SINTE), que tratava da cessão de servidores do Estado para a organização sindical. Agora, além de recomendação do Ministério Público, o Sinte também tem uma decisão judicial desfavorável à manutenção das cessões irregulares de professores.
O Sinte havia solicitado a suspensão da determinação administrativa de apresentação à Secretaria de Estado da Educação dos servidores ocupantes dos cargos da estrutura do sindicato, com a manutenção da licença ou afastamento dos mesmos para atuação junto à entidade. O pedido foi indeferido.
Segundo a Lei Complementar Estadual Nº 122/94, “somente podem ser licenciados os servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades, até o máximo de 03 (três) por entidade”; e que “a licença tem duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada, no caso de reeleição, e por uma única vez”.
No último mês de julho, após prazo recomendado pelo Ministério Público, mais de 20 dirigentes sindicais deixaram de se apresentar à secretaria e tiveram suas faltas descontadas no salário. Além disso, estão sendo abertos processos administrativos contra eles por abandono de cargo.
Mesmo notificado, o Sinte não prestou qualquer tipo de informação à Secretaria de Estado da Educação sobre a apresentação desses profissionais.
Hoje, na Assembleia Legislativa e outros pontos do Natal, o sindicato fez protesto contra o governo, se definindo como “perseguido”.


Veja agora a opinião de Rômulo Arnoud (Coordenador Geral do Sinte) acerca desse fato.

O Governo do RN e a secretária de Educação mentem descaradamente, quando afirmam que os dirigentes do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) não se apresentaram na referida secretaria.

No dia 25 de Julho de 2013, estava marcado uma audiência com a Secretária Betânia Ramalho. Na oportunidade iríamos nos apresentar. Mesmo sem nenhuma justificativa plausível, esta audiência foi cancelada, mas mesmo assim fomos nos apresentar. Para nossa surpresa e sem explicação o prédio da secretária de Educação estava sem energia e não tinha ninguém para nos receber.
Isto tudo está publicizado na imprensa e nas redes sociais, inclusive com fotos.

No dia 31, no momento em que tivemos uma audiência com o Secretário Adjunto o Senhor Joaquim Felício, novamente nos apresentamos e solicitamos que o mesmo nos encaminhasse para os locais de trabalho. Fato que até o momento não aconteceu.
Reforçamos a nossa repulsa em relação a essa atitude do Governo, de perseguir e tentar fechar o maior e mais importante SINDICATO DO RN, fato que não aconteceu nem época da ditadura e de governos reconhecidamente como carrascos da educação.
O governo se apega a uma lei morta ( pois, nunca foi aplicada), que existe desde 1994 e uma orientação do Ministério Público, órgão esse que já foi desrespeitado dezenas de vezes por este mesmo governo.

O Sinte representa 30 mil sócios, distribuídos em todos os municípios, temos 17 Regionais e representamos 87 núcleos municipais. Até mesmo este número (20) de dirigentes disponíveis, é insuficiente para atender à demanda sindical, para participarmos de conselhos e comissões formadas pelo próprio governo.
Por fim, reiteramos a nossa disposição de continuar defendendo os interesses de nossa categoria e uma escola pública de qualidade para o nosso povo.
Cordial abraço.

Rômulo Arnaud

Fonte: Blog do Carlos Santos

Nota do blog: A forma como a governadora e sua secretária tratam os profissionais da educação revelam o descaso desse governo com a qualidade da educação oferecida à população do RN.

Será que Rosalba ainda não percebeu que essa é a forma mais inadequada possível para se relacionar com uma categoria tão importante para o presente e o futuro do povo do RN?

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Mineiro denuncia governo de Rosalba ao Ministério Público

O deputado Fernando Mineiro (PT) apresentou hoje, 05, denúncia ao Ministério Público do RN contra o governo Rosalba Ciarlini (DEM), devido ao não cumprimento dos dispositivos legais que determinam a aplicação de, no mínimo, 25% das receitas resultantes de impostos e transferências de impostos para a manutenção e desenvolvimento do ensino. A representação foi entregue nas mãos do Procurador Geral de Justiça do Estado do RN, Rinaldo Reis Lima.

Conforme constatado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), na elaboração dos Relatórios Anuais das Contas do Governo, referentes aos anos de 2011 e 2012, o montante só foi alcançado pelo governo porque se incluiu no cálculo as despesas com Previdência Básica com inativos. Mas, de acordo com a legislação que define, não podem ser incluídas essas despesas nos gastos com manutenção e desenvolvimento do ensino.
O governo do DEM disse que aplicou, em 2012, R$ 1.812.153.738,32 (30,76%), quando na verdade esse valor foi de R$ 1.417.156.507,92 (24,06%) e deveria ter aplicado, no mínimo R$1.472.622.391,34 (25%). Em 2011 foi utilizada a mesma manobra, o governo disse que aplicou R$ 1.505.489.089,85 (28,8%), mas foram aplicados R$ 1.222.723.801,16 (22,97%), quando este montante deveria ter sido, no mínimo, R$ 1.330.672.416,85, equivalente aos 25% obrigatórios. Somados os valores não aplicados na educação nos dois anos, chega-se ao valor de R$ 165.415.499,11.

De acordo com o documento apresentado por Mineiro, “pelas análises preliminares dos dados, a lamentável realidade também já é constatada nos primeiros meses de 2013, repetindo-se a mesma fórmula usada nos anos anteriores”.

Com a denúncia, o parlamentar espera que seja reparado os prejuízos advindos à educação no RN, “inclusive com a reposição de todos os valores que deveriam ter sido aplicados na educação e foram desviados para o custeio de outras rubricas”. Requer também “que o Ministério Público faça uso dos mecanismos legais para cessar imediatamente a irregularidade denunciada e determinar a observância dos percentuais minimamente fixados pela Constituição Federal, a serem aplicados na educação”.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O Rio Grande do Norte está tecnicamente quebrado, diz Secretário de Planejamento

Vejam a entrevista completa com Obery Rodrigues ao Jornal de Hoje:
O Jornal de Hoje: Diante do decreto de corte orçamentário, muitos questionaram a forma como o planejamento do Governo do Estado foi feito, que não previu essa situação financeira difícil. Como foram feitas as previsões orçamentárias deste ano? Faltou planejamento?
Obery Rodrigues: As projeções não são feitas apenas da nossa cabeça, são baseadas nas informações passadas pela Secretaria do Tesouro Nacional. Quem quiser, pode buscar a informação. Nós fizemos o planejamento com relação ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), aplicando o índice do Rio Grande do Norte, que era em torno dos 4,17%, alcançando o valor de R$ 3,88 bilhões. Em maio, o Governo Federal publicou um decreto reduzindo a expectativa do Fundo em 8,1%, já dificultando as finanças públicas e aquilo que tínhamos planejado. Esse decreto também é público. É do dia 29, se não me engano. O problema foi maior agora porque em julho a frustração do repasse foi de 20%, e piorou ainda mais. E a situação não aponta para uma recuperação, por isso que tivemos que fazer esses cortes. Com relação às receitas próprias do Estado (que são os impostos, sobretudo o ICMS), quem elabora é a Secretaria Estadual de Tributação e também há uma frustração de receita, de cerca de 5%.

JH: Com o anúncio dos cortes, os poderes reclamaram que faltou comunicação da real situação financeira do Estado. Houve essa comunicação?
OR: Essa situação (de crise do Governo e de frustração da receita) foi demonstrada em todas as reuniões que ocorreram, para que o Estado pudesse compreender essa situação. A frustração de receita não atinge só o Executivo, e sim todos os poderes do Estado. E essa não é uma situação nova. Estamos falando isso há um bom tempo. Também não é algo difícil de se entender: onde há uma frustração de receita e a despesa aumentou duas vezes mais, há dificuldade financeira e a necessidade de corte. É igual a um orçamento doméstico. É simples e o Governo nunca escondeu isso. É uma situação que está acontecendo em vários estados também. São Paulo, que tem a maior receita do Brasil, anunciou cortes. O próprio Governo Federal fez cortes recentes. O Rio Grande do Norte não é uma ilha. A gente vê notícias de recorde de arrecadação e que há tranquilidade financeira, mas o RN é um estado pobre, então, como estaria assim, enquanto todo o mundo vive em crise?

JH: Há de se recordar que no início do ano já houve um impasse para fechar o orçamento de 2013…
OR: Ali foi uma longa negociação e já naquele momento mostramos a grande dificuldade de se chegar a um consenso. É algo também simples de se entender. Se um avança no orçamento, o outro tem que diminuir. O dinheiro tem que sair de algum lugar. Foi um momento de muita pressão. Uma pressão muito grande mesmo. O Governo então considerou algumas propostas dos outros poderes, o relator do orçamento na Assembleia acatou outras emendas. Eu sempre apontei as dificuldades que isso traria e sempre falei baseado nos números, porque não posso brigar com os números. Todas as projeções que faço são baseadas em números, para ser o mais verossímil possível. A governadora vetou algumas emendas e houve uma enorme pressão, mas acabou chegando a um acordo e ficou decidido que as emendas ficariam condicionadas a situação financeira do Estado. O problema é que a crise foi ainda maior que a gente esperava e não foi possível nem cumprir o que foi previsto.

JH: Em entrevista esta semana, o deputado estadual Kelps Lima (PR), questionou a justificativa que se dá de que os planos de cargos comprometeriam as finanças. Ele sugeriu que o Governo encaminhasse uma proposta de suspensão dos planos até a situação financeira do Estado melhorar. Há essa possibilidade?
OR: As leis de planos de carreiras estão condicionadas pelo índice de despesa de pessoal, não podendo fazer o Estado ficar acima do limite de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mas nisso o Governo também tem sofrido uma enorme pressão para implantar, inclusive no âmbito do judiciário, que até já determinou a suspensão da implementação ainda não em caráter definitivo.   Porém, neste ano, a folha salarial sentiu o peso de reajustes dados aos professores e aos policiais militares, o que aumentou consideravelmente os gastos com o serviço público.

JH: O deputado afirmou também que pretende convocar o senhor e o secretário de Administração para prestar esclarecimento sobre as finanças públicas…
OR: Estou à disposição para ir e levar os números que provam tudo que estamos dizendo.

JH: Pela situação atual do Governo, pode-se dizer que o Estado faliu ou estava caminhando para a falência antes dos cortes?
OR: Não há uma previsão legal de falência quando se fala em Estado. Agora, se afirma que o Estado quebrou quando ele perde a condição de financiar os serviços públicos fundamentais e quando não consegue pagar seus credores.

JH: Então, é possível dizer que o RN quebrou por não está cumprindo com os compromissos?
OR: Sim, tecnicamente sim. O Estado está quebrado, porque não está conseguindo honrar integralmente os seus compromissos.

JH: Há possibilidade de recuperação financeira com o anúncio dos cortes?
OR: O esforço é nesse sentido. É conter o aumento das despesas para equilibrar as contas públicas. Fora disso, não tem salvação. A sociedade é quem vai sofrer com isso, porque faltam recursos para a execução de serviços fundamentais.

JH: Os recursos do empréstimo junto ao Banco Mundial (mais de R$ 1,2 bilhão), podem ajudar nisso?
OR: Esses recursos eles não vão chegar todos de uma vez, a liberação será feita, na primeira etapa, em cinco anos. E os recursos são todos comprometidos, com utilização específica nos programas, sob rígido controle do Banco Mundial. É terminantemente proibido, por exemplo, a utilização de recursos para o pagamento de pessoal, sob possibilidade de crime de responsabilidade.

JH: O Governo do Estado conseguiu pagar julho (o último dia de pagamento era hoje)? Para o próximo mês, o Governo enfrentará a mesma dificuldade?
OR: O dinheiro está na conta. Já recebemos uma mensagem confirmando isso. Para o pagamento do próximo mês, será outra batalha. Será necessário um monitoramento da receita para ver como se comporta. Será um olho na receita e um olha na despesa. E isso diariamente.

Nota do blog: Esse é o governo da reconstrução?
Todos os serviços prestados pelo governo do RN funcionam precariamente. 
Nada foi feito para mudar essa realidade ao longo da atual gestão.
Para completar o quadro de total incapacidade administrativa, a atual governadora não consegue, ao menos, equilibrar as contas do governo, com sérios riscos de comprometer até o pagamento dos servidores.
Simplesmente lamentável.

Médico do Hospital Tarcísio Maia é denunciado por omissão de socorro que resultou em morte

O Ministério Público do Rio Grande do Norte, por intermédio da 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, com atribuições na área criminal, ingressou na Justiça com denúncia contra o médico Gedegilson Galvão da Silva Moisés, por homicídio doloso. Esta é a primeira vez que um médico é denunciado por omissão de socorro desta natureza. Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, Gedegilson Galvão será julgado por um Tribunal do Júri Popular.

Gedegilson Galvão teria, durante um plantão, no Hospital Regional Tarcício Maia, se negado a realizar cirurgia e a paciente faleceu. O fato ocorreu em abril do ano passado e a denúncia foi feita na justiça no dia 30 de julho de 2013, na 1ª Vara Criminal, em Mossoró.

O proximo passo é a instrução processual, na qual o juiz titular da Vara Criminal vai anexar ao processo a defesa do médico feita por um advogado e contrapor conas alegações do representante do Ministério Público Estadual. Ao final, o juiz decidirá se leva a Juri Popular ou não.
O Promotor de Justiça Ítalo Moreira Martins, que assinou a denúncia, escreveu que “a análise dos autos evidencia que o acusado Gedegilson Galvão da Silva Moisés, após omissão dolosa, deu causa à morte da vítima Rita Maria Batista, de 56 anos, ocorrida no dia 05 de abril de 2012, por volta das 09h, no Hospital Regional Tarcísio Maia, quando, pelas circunstâncias, ao se omitir, assumiu o risco de produzir na mesma o resultado morte".

O promotor acrescenta que: "Evidencia-se, ainda, que o denunciado deveria e poderia ter agido para evitar o óbito, pois tinha o dever legal de cuidado para com a paciente, além de ter assumido a responsabilidade de impedir o resultado (morte)”. O médico teria se negado a realizar a cirurgia porque já estava no final do plantão.

Para o representante do Ministério Público Estadual, o acusado possuía a plena ciência da gravidade da situação, todavia, optou por não fazer a cirurgia por mera “justificativa” temporal, tendo em vista que iria prolongar a permanência no hospital, para além das 19h (quando terminaria o plantão).
Pelos elementos de prova dos autos, a demora na realização da cirurgia agravou o quadro de saúde da vítima, diminuiu as chances de êxito do procedimento e contribuiu para o falecimento da paciente. “Ao se omitir, quando deveria ter agido, demonstrou o denunciado pouco apreço pela vida humana, pois dolosamente assumiu o risco de produzir o resultado morte da vítima Rita Maria Batista”, apontou o Promotor de Justiça.

O caso: Rita Maria havia se internado no Hospital Regional Tarcísio Maia com uma doença que impossibilitava dela defecar havia cerca de 3 meses. Os primeiros exames já mostravam a gravidade do caso. No dia 4, quando Gedegilson estava de plantão, fossem feitas terapia laxativa e lavagem intestinal.
 
O procedimento foi providenciado, porém não resolveu. Por volta das 17h, a enfermeira Sandra Andréia observou que o quadro ficou insustentável e relatou ao médico para que fosse feita a cirurgia imediatamente. Nesta ocasião, Gedegilson teria se recusado, dizendo que seu plantão terminava de 19h. A cirurgia foi feita depois das 21h por outro médico, porém já era tarde demais. Rita morreu na manhã do dia 5.
 
Fonte: Jornal de Fato

sábado, 27 de julho de 2013

Sobre o conservadorismo e o elitismo da classe médica brasileira

Conservadorismo de branco é a vanguarda do atraso

Parte expressiva da categoria, diplomada em instituições do Estado, não está nem aí para a hora do Brasil. Não quer sair de sua zona de conforto e se acha no direito de pensar apenas em carreira pessoal e montar um rentável consultório privado em alguma metrópole

 por Breno Altman*

18/07/2013



As manifestações de médicos, nessa última terça-feira, revelam um núcleo duro e mobilizado das elites brasileiras. Sua influência nos meios de comunicação, na sociedade e nas instituições já ameaça o programa de saúde recentemente lançado pelo governo. A julgar pelas emendas apresentadas na Câmara dos Deputados, a desfiguração desse projeto será inevitável.

O Palácio do Planalto pode estar pagando um preço por ter agido de forma atabalhoada, sem consultar e articular as correntes mais progressistas da medicina, o que seria obrigatório para batalha dessa envergadura. Mas a reação não é contra eventuais falhas de interlocução: sua natureza reside em defender privilégios corporativos, contrapostos aos interesses do país e aos direitos da cidadania.

As três principais bandeiras nas marchas dos jalecos brancos são elucidativas. São contra a extensão da residência em dois anos, com obrigatoriedade de servir o Sistema Único de Saúde. Não concordam com a vinda de doutores estrangeiros para cobrir déficit de profissionais, especialmente nos rincões do país. Reivindicam a derrubada do veto presidencial sobre o chamado Ato Médico, que fixava supremacia da categoria em relação a outros trabalhadores do universo sanitário.

São reivindicações de quem olha para o próprio umbigo. Insuflada pelos extratos mais ricos e articulados com o conservadorismo, a mobilização médica não entra na briga para a melhoria da saúde pública. Seus maiores aliados são os que comandaram campanha para eliminar a CPMF e retiraram cerca de 40 bilhões de reais anuais para o financiamento do setor.

Não passa de deslavada hipocrisia quando se afirma que o problema não é a falta de médicos, mas a carência de estrutura nos hospitais e centros de atendimento. As dificuldades são inegáveis, isso é fato. No contexto deste embate, porém, não passam de álibi para que o andar de cima possa fazer sua vida sem reciprocidade com os milhões de brasileiros que suaram a camisa e pagaram impostos para garantir a existência de boas faculdades públicas de medicina.

O Brasil tem um número pífio de médicos, na proporção de 1,8 para cada mil habitantes. Na Inglaterra, esse índice é de 2,7. Em Cuba, de 6. Nos últimos dez anos, surgiram 147 mil novas vagas no mercado de trabalho, mas apenas 93 mil profissionais foram formados. Há 1,9 mil municípios com menos de um médico por 3 mil habitantes. Em outras 700 cidades, não há doutores com residência fixa. Nem é preciso dizer que esses 2,6 mil municípios sem assistência adequada estão entre os mais pobres e distantes dos grandes centros.

O governo criou o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), para levar médicos ao interior e aos subúrbios. A demanda era de 13 mil trabalhadores, mas apenas 3,8 mil postos foram preenchidos, apesar do salário de 8 mil reais que é oferecido, agora aumentado para 10 mil no Programa Mais Médicos. Até mesmo bairro periféricos de cidades importantes, como Porto Alegre e São Paulo, não conseguem atrair interessados.

Parte expressiva da categoria, diplomada em instituições do Estado, não está nem aí para a hora do Brasil. Não quer sair de sua zona de conforto e se acha no direito de pensar apenas em carreira pessoal e montar um rentável consultório privado em alguma metrópole.

Entidades da área, especialmente o Conselho Federal de Medicina, fazem de tudo para impedir a ampliação do número de faculdades (em nome da qualidade de ensino, é claro) e a contratação de médicos estrangeiros ou formados no exterior. A reserva de mercado, para essa gente, está acima da saúde pública.

E essa gente é muito diferenciada. Enquanto 40% do total de alunos da Universidade de São Paulo frequentaram colégios públicos, na Faculdade de Medicina essa origem restringe-se a 2% dos matriculados. Na turma de 2013, nenhum deles era negro. Médicos ricos querem ficar mais ricos atendendo os ricos. Como os pobres têm bem menos chances de ganhar o canudo, esses que se lasquem.

O governo tentou resolver o problema apenas por métodos de atração. Não encontrou auditório. Resolveu, então, adotar um modelo semelhante àquele adotado, há décadas, por países tão distintos quanto Israel e Cuba, instituindo uma variante de serviço civil obrigatório, ainda que bem remunerado.

A formação de um médico, na universidade pública, custa ao redor de 800 mil reais para o tesouro da União e dos estados. Nada mais justo que haja alguma forma de retribuição pelo aporte realizado por toda a sociedade para cada indivíduo que virou doutor. Dois anos de reembolso, com um razoável contracheque, é uma bagatela. Vale lembrar que o dever do Estado é com o povo, não com os médicos.

Talvez os estudantes das faculdades privadas pudessem estar isentos dessa medida, mas todo o cuidado é pouco para evitar que os endinheirados aproveitem brechas para escapar de sua obrigação social, trocando de curso. Uma ou outra correção cabe ser feita, mas o ministro da Saúde e a presidente Dilma Rousseff estão cumprindo sua tarefa constitucional.

O que falta, além de mobilizar os setores da saúde favoráveis às providências adotadas, é travar uma batalha de valores mais firme sobre o programa em discussão. Por enquanto, parece que a preocupação principal é acalmar a ira de médicos ensandecidos pelo egoísmo de classe. O objetivo principal deveria ser debater os deveres de solidariedade dos que recebem privilégios e os direitos de todos a receber assistência médica de qualidade.

Não se pode dar moleza a porta-vozes da ignorância e má fé. Quando personagens como Cláudio Lottenberg e Miguel Srougi se voltam contra a vinda de médicos cubanos, há pouco o que acrescentar. Mentem descaradamente sobre a qualidade desses especialistas, cuja proficiência é atestada pela Organização Mundial da Saúde e pelas 65 nações nas quais trabalham para suprir deficiências locais.

Afinal, seria um horror para o reacionarismo de branco assistir médicos da ilha de Fidel, muitos entre eles negros, pegando no batente em locais para os quais seus colegas brasileiros viram as costas e tapam o nariz. A nudez de seu comportamento lhes seria insuportável.


*Breno Altman é diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O estranho caso do interesse do urologista Cesar Camara no programa Mais Médicos

Ele cobra 450 reais por consulta, é assistente de um dos urologistas mais caros do Brasil e apareceu na Folha como um candidato desencantado de um programa cujo alvo são médicos no início da carreira.

O urologista Cesar Camara, 38 anos, não se enquadra no perfil dos potenciais interessados em buscar uma vaga no programa ‘Mais Médicos’, com o qual o governo tenta recrutar doutores e colocá-los em regiões do país com carência médica.

O alvo são profissionais em início de carreira.

Embora o salário seja bom, 10 000 reais por mês, Camara em setembro passado, numa entrevista ao Estado de S. Paulo, revelou cobrar 450 reais por consulta.

Uma única consulta por dia e ele ganha mais do que o governo oferece.
Fora isso, ele é assistente de um dos mais renomados urologistas do Brasil, Miguel Srougi, o que significa participação em cirurgias que vão levantar consideravelmente sua renda mensal.

A agenda é preenchida ainda por uma sociedade médica e empresarial com o filho de seu chefe, Thomas Srougi.

Por que ele se candidataria a uma vaga no Mais Médicos e largaria, por um tempo mínimo de três anos, tudo aquilo?

Mas ele se candidatou, e depois desistiu sob a alegação de que o governo não está oferecendo os direitos trabalhistas tradicionais.

Sua desistência foi sublinhada pela Folha de S. Paulo numa reportagem cheia de omissões – e Carlos Camara acabou virando símbolo da resistência encarniçada dos médicos brasileiros à ideia de importar gente de fora.

Quem notou as incoerências da reportagem não foi algum editor da Folha, ou a ombudsman.

Foi o Ministério da Saúde.

Numa carta à Folha, o MS apontou as estranhezas de Camara como um ‘desistente’.

E informou: “A pedido do Ministério da Saúde, a Polícia Federal investiga a ação de indivíduos que, a pretexto de tentar adiar a vinda de médicos estrangeiros ao Brasil, estariam dispostos a se inscrever no Mais Médicos, mesmo sem efetivo interesse em receber a bolsa federal para atender a população das regiões mais carentes.”

Bom jornalismo é, essencialmente, jogar luz onde existe sombra.

No caso da polêmica da medicina brasileira, por exemplo, isso se traduziria em coisas simples, mas vitais, como informar os leitores de que países avançados como Inglaterra, Estados Unidos e Noruega, entre tantos outros, importam regularmente médicos estrangeiros para o benefício da saúde pública.

O Diário fez isso. No Reino Unido, para ficar num caso, 40% dos médicos são de fora.

Mas a Folha jogou mais sombra onde já havia uma profunda escuridão.
Diante do flagrante de mau jornalismo, eis a resposta da jornalista responsável pela reportagem: Em nenhum momento da entrevista, Cesar Camara se identificou como assistente do urologista Miguel Srougi no HC ou no Sírio-Libanês. Disse, sim, que era médico de uma clínica particular em Heliópolis.”

A culpa, portanto, é da fonte.

Uma consulta básica no Google traria todas as informações que faltaram no texto da Folha.

No site de Camara está escrito: “O Dr. Cesar Camara graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especializou-se em Urologia e possui mais de 12 anos de experiência na área. Faz parte da equipe do Prof. Dr. Miguel Srougi.”

Depois da barrigada, a Folha voltou a procurar Camara.

“Gostaria de explicar que agi de boa-fé para tentar atuar como médico tutor no programa Mais Médicos.  (…) Meu recuo (não confirmei a inscrição no programa) baseou-se apenas na falta de explicações sobre um programa de tutores e na questão da falta de garantias de estabilidade do programa.”

Num artigo publicado na própria Folha, o chefe de Camara, Miguel Srougi, escreveu, dias atrás, sobre o programa Mais Médicos.

“Não vale mais a pena discutir a vinda de médicos estrangeiros. Proposta falaciosa, destinada ao fracasso. O governo percebeu a indecência e descartou os médicos cubanos. Deu-se conta de que eles aqui atuariam em regime de escravidão, como bem demonstrou Flávia Marreiro, da Folha”, escreveu Srougi.

“Tampouco vale a pena discorrer sobre os médicos portugueses e espanhóis. Criados com padrão de vida inatingível para a maioria dos brasileiros, nunca se adaptariam aos rincões abandonados e carentes da nação. Teriam que praticar em condições desprovidas de dignidade e sem chance de propiciar vida honrada para si e seus familiares.”

“Ademais, dificilmente receberíamos profissionais competentes, prósperos em seus países. Sem um exame de competência, para cá viriam muitos médicos desqualificados, desconfio que até alguns insanos ou foragidos.”

Bem, este é Miguel Srougi, um dos mais renomados (e caros) urologistas do Brasil. Suas palavras falam por ele – e pelo jornal que as publica.

Cesar Camara iria afrontar seu chefe e se inscrever genuinamente num programa “falacioso e indecente”?

Quem acredita nisso, conforme a grande frase de Wellington, acredita em tudo.

Fonte: Diário do centro do mundo

Rosalba admite dificuldades para pagamento dos servidores

O governo Rosalba Ciarlini (DEM) afirmou que não irá atrasar os salários dos cerca de 100 mil servidores do Estado, referentes ao mês de julho, conforme noticiado nesta sexta-feira por O Jornal de Hoje. Em nota, porém, o governo admitiu as dificuldades impostas pela frustração de receitas, especialmente de transferências federais como o Fundo de Participação dos Estados (FPE). O governo afirmou, ainda, que “a arrecadação do ICMS apresenta o mesmo comportamento”.

Uma reunião do governo com os representantes dos poderes Legislativo e Judiciário, além de órgãos auxiliares, como Tribunal de Contas e Ministério Público, estava agendada para a tarde dessa sexta-feira, mas foi desmarcada por causa dos protestos. “Não é verdade que tenha ocorrido reunião, na tarde desta sexta-feira, entre secretários de Estado e representantes dos três Poderes, do Tribunal de Contas e do Ministério Público Estadual”, afirmou o governo. Segundo fontes do próprio governo, porém, a reunião foi reaprazada para segunda-feira.

“Diante do noticiário das mídias impressa e sociais, a Secretaria de Comunicação esclarece que não é verdade que o governo do Estado vá atrasar o pagamento dos salários do funcionalismo neste mês de julho, apesar das dificuldades impostas pela queda das transferências federais, principalmente por conta da redução dos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE)”, afirma o texto da nota, distribuída à imprensa nesta sexta.

Segundo a administração estadual, as dificuldades se devem à frustração de receitas, que somente este ano já ultrapassou os R$ 200 milhões. “Somente no primeiro semestre deste ano, a frustração financeira foi de R$ 219 milhões”, afirma o governo. Ainda segundo o governo do Estado, a frustração de receitas próprias tem sido outro complicador. A arrecadação do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) “apresenta o mesmo comportamento” de frustração, afirma a  nota.

MORATÓRIA
As dificuldades financeiras fazem parte do discurso do governo há bastante tempo. Na nota, o governo do Estado também afirma que vem, “há muito tempo”, falando da frustração de receita, “situação que atinge a todos os Estados e Municípios brasileiros”, diz. O governo também nega, ainda no comunicado, que vá decretar moratória (suspensão do pagamento da dívida e de ações na justiça). “Não é verdade que o governo vá decretar moratória, como foi noticiado pelas mídias impressa e sociais”, afirma.

Nesta sexta, O Jornal de Hoje revelou o tamanho do problema financeiro do Estado, causado, justamente, pela frustração de receitas como FPE, que vem registrando quedas sucessivas e é a maior fonte de receita advinda de transferências obrigatórias da União para os estados. O problema gera reflexo em todas as áreas da administração, com carência de recursos e dificuldade financeira para pagamento do básico. Diante desse quadro, a intenção do governo é não repassar integralmente o duodécimo (repasse mensal) para o Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas e Ministério Público. Com a economia, o governo fecharia a folha de julho.

A dificuldade do governo do Estado para pagar o funcionalismo já foi revelada em junho, quando o governo não dispunha de recursos para antecipar os 40% do décimo terceiro salário e teve de fazer um esforço, retirando de outras dotações para realizar o pagamento. Ainda segundo fontes, o governo também avalia a possibilidade de escalonar o pagamento dos servidores públicos, de forma a esperar pelas parcelas do FPE, que são depositadas nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. A folha salarial do estado é R$ 310 milhões, entre ativos, pensionistas e obrigações patronais.

Fonte: Jornal de hoje

Nota do blog: Como diziam na época da campanha eleitoral: "É o jardim de rosas de Mossoró, se espalhando por todo o RN".

terça-feira, 16 de julho de 2013

A tirania dos padrões de beleza

Com o advento da massificação dos valores e costumes, a sociedade ocidental atual parece viver uma espécie de ditadura da juventude e da beleza. Todos parecem ser obrigados a mostrarem-se sempre bonitos(as) e jovens. A velhice parece ter tornado-se algo quase imoral e reprovável. É “feio” envelhecer.

Mostrar o corpo que envelheceu, para alguns, parece ser algo que não se deve fazer, como se os espaços públicos fossem um privilégio dos jovens ou daqueles que optaram por entregar eternamente seus corpos aos bisturis. Os espaços públicos parecem que só podem ser habitados por aqueles que são jovens ou por aqueles que beberam da “fonte da juventude” (plásticas e mais plásticas com o objetivo de “esconder a idade”).

Os idosos parecem ser obrigados a esconder seus corpos, a ter vergonha dos mesmos, como se fosse imoral ou constrangedor mostrar para a sociedade que as pessoas envelhecem e ao envelhecer nossos corpos adquirem novas características.


 Recentemente a atriz Betty Farias sentiu isso na pele. Teve a “ousadia” de ir para a praia de biquini, aos 72 anos, e foi severamente criticada por isso.

Essa tirania multiplica-se, principalmente, devido a falta de conhecimento histórico dos padrões de beleza e da pouca tolerância com a diversidade.  Ao nos reportarmos ao passado podemos ver que os padrões de beleza são mutáveis. O que era belo em outras épocas não se considera belo em dias de hoje e o belo de hoje também não será o belo de amanhã.

Um ótimo exemplo disto são as “miss”. Ao se observar uma “miss” da década de 50/60 veremos que o padrão de beleza adotado em muito difere dos dias atuais. A “miss” da década de 60 não seria “miss” nos dias de hoje. Vera Regina Ribeiro, por exemplo, miss do ano de 1959, em dias de hoje seria considerada uma “gordinha” e provavelmente receberia críticas severas caso se candidatasse a concorrer ao concurso.

Uma certa juventude brasileira acredita que é errado mostrar um corpo que envelheceu, um corpo que seguiu o curso natural da vida e esta mesma certa juventude mostra-se como intolerantes, impositores de padrões e controladores da vida social.

Não podemos falar em um país livre enquanto continuarmos a gerar constrangimentos contra aqueles que desejam mostrar seus corpos nos espaços públicos, enquanto pessoas continuarem a ter vergonha de mostrar seus corpos devido ao constrangimento gerado por outros que insistem em dizer que apenas o padrão hegemônico de beleza deve ser mostrado nos espaços públicos.

Os idosos não precisam usar burcas. Eles podem e merecem mostrar seus corpos.

Fonte: Carta potiguar

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sete estudantes do RN conquistam medalhas de ouro em Olimpíada de Matemática

A secretária de Estado da Educação, professora Betania Ramalho, participou no início da tarde desta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, da entrega de medalhas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP 2012. Ela acompanhou os sete estudantes do Rio Grande do Norte, que conquistaram medalhas de ouro na competição.

Ao comemorar o resultado, Betania Ramalho avaliou que essa é mais uma prova do potencial dos alunos da rede pública, e que o Rio Grande do Norte está acompanhando o crescimento do desempenho do Brasil na área das ciências e da Matemática.

Nota do blog: Devemos lembrar que, entre os 7 alunos premiados no RN, 5 são do IFRN, que é uma instituição de ensino federal. Desse modo, a Secretaria de Educação do RN não tem nenhuma relação com os resultados obtidos por esses 5 alunos.

Veja abaixo os nomes dos alunos premiados e as instituições a que estão vinculados.

Do Rio Grande do Norte, conquistaram medalhas de ouro os estudantes Darlan Gabriel de Medeiros Macedo, da Escola Estadual Dr. José Gonçalves de Medeiros (Acari); Juscelino Pereira de Araújo, do IFRN (Caicó); Nalbert Pietro Martins da Costa, da Escola Municipal Quarto Centenário (Natal), Edivania de Melo Silva, do IFRN (João Câmara); Leonardo Silva Nóbrega, Rannypetson Souza da Silva, e Lucas Torres de Souza, ambos do IFRN (Natal). O professor Antonio Roberto da Silva, do IFRN (Natal), também foi homenageado pelo desempenho no projeto.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

100 homicídios

Mossoró atinge a marca de 100 homicídios em pouco mais de seis meses do ano de 2013.

Nesse ritmo, superaremos o recorde de 185 homicídios ocorridos em 2011.

Parabéns para a Prefeita Claudia Regina por essa marca espetacular em apenas seis meses de mandato.

Não podemos esquecer de parabenizar a nossa governadora, a rosa, principal responsável pela segurança do nosso estado e, consequentemente, de Mossoró.

Parabéns Rosalba. Parabéns Claudia Regina. As empresas de segurança eletrônica e as lojas voltadas para a venda de materiais de segurança agradecem os ótimos lucros obtidos.