Dá para acreditar nisso?
Quem sou eu
- Aleksandre Saraiva Dantas
- Em um relacionamento divertido com o conhecimento, a vida, a família e a profissão docente.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Uma justificativa interessante para o voto em Dilma
O amigo João Bosco me recomendou essa reflexão para publicação no blog.
É uma análise consistente, feita pelo professor Durval Muniz de Albuquerque Júnior, um intelectual que procura justificar a necessidade do voto em Dilma neste segundo turno.
É uma pena que os candidatos não têm sido capazes de promover um debate a altura do texto abaixo.
Um convite à reflexão: dois projetos radicalmente diferentes
Eu, que faço parte da parcela ainda privilegiada de brasileiros que conseguiu concluir um curso superior, não ficaria com a consciência tranqüila se não viesse a público, com o uso daquilo que sei fazer para tentar contribuir no sentido de dar um mínimo de racionalidade a um processo eleitoral que descamba para se tornar uma discussão obscurantista, mistificadora e preconceituosa, sobre temas nomeados genericamente de “valores”, que interessam de perto aos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade brasileira, fazendo ressuscitar dos porões das almas e das mentes forças e subjetividades microfacistas. O artigo é de Durval Muniz de Albuquerque Junior, presidente da Associação Nacional de História.
Estamos num momento decisivo da vida brasileira, onde qualquer omissão pode ser imperdoável. Eu, que faço parte da parcela ainda privilegiada de brasileiros que conseguiu concluir um curso superior e fazer uma formação pós-graduada, não ficaria com a consciência tranqüila se não viesse a público, neste momento, com o uso daquilo que sei fazer: refletir, pensar, para tentar contribuir no sentido de dar um mínimo de racionalidade a um processo eleitoral que, muito pela influência de determinados setores da mídia, mas infelizmente também com a participação decisiva de candidaturas como a de José Serra e Marina Silva, descamba para se tornar uma discussão obscurantista, rasteira, mistificadora e preconceituosa, sobre temas e aspectos nomeados genericamente de “valores”, que interessam de perto aos setores mais conservadores e retrógrados da sociedade brasileira, fazendo ressuscitar dos porões das almas, das mentes e do interior da sociedade forças e subjetividades microfacistas.
Dirijo este texto àqueles que fazem parte como eu desta parcela letrada da sociedade, notadamente, daqueles alojados no interior da Universidade, e que, para minha surpresa e decepção, vêm manifestando a intenção de votar em José Serra no segundo turno das eleições. Como estou escrevendo para pessoas que julgo estar sob o império da racionalidade, nem me vou ocupar de rebater os motivos e argumentos apresentados para não se votar em Dilma Rousseff, em uma das campanhas mais sórdidas, mais caluniosas, injuriosas e preconceituosas já levadas a efeito no país, com a participação decisiva do candidato Serra e da mídia golpista que o apóia, a mídia que medrou e engordou durante a ditadura militar, campanha só comparável àquela de 1989, que levou ao poder o queridinho das elites brancas da época: o caçador de Marajás, Fernando Collor, (e todos sabem no que resultou aquela aventura amparada em retórica e práticas tão farisaicas, despolitizadoras e moralistas como as que embasam a atual candidatura tucana).
Embora pareça que para estes meus colegas, de estômagos fortes, não causa repugnância e náusea uma candidatura que explora e incentiva o tradicional desapreço e desprezo das elites brasileiras pelos nossos vizinhos da América Latina, pelos africanos e pelos asiáticos o que fica demonstrado pelos ataques do candidato ao Mercosul, à Unasul, a chefes de Estados de países vizinhos democraticamente eleitos, alguns deles pertencentes a grupos historicamente excluídos naqueles países.
Dirijo este texto àqueles que fazem parte como eu desta parcela letrada da sociedade, notadamente, daqueles alojados no interior da Universidade, e que, para minha surpresa e decepção, vêm manifestando a intenção de votar em José Serra no segundo turno das eleições. Como estou escrevendo para pessoas que julgo estar sob o império da racionalidade, nem me vou ocupar de rebater os motivos e argumentos apresentados para não se votar em Dilma Rousseff, em uma das campanhas mais sórdidas, mais caluniosas, injuriosas e preconceituosas já levadas a efeito no país, com a participação decisiva do candidato Serra e da mídia golpista que o apóia, a mídia que medrou e engordou durante a ditadura militar, campanha só comparável àquela de 1989, que levou ao poder o queridinho das elites brancas da época: o caçador de Marajás, Fernando Collor, (e todos sabem no que resultou aquela aventura amparada em retórica e práticas tão farisaicas, despolitizadoras e moralistas como as que embasam a atual candidatura tucana).
Embora pareça que para estes meus colegas, de estômagos fortes, não causa repugnância e náusea uma candidatura que explora e incentiva o tradicional desapreço e desprezo das elites brasileiras pelos nossos vizinhos da América Latina, pelos africanos e pelos asiáticos o que fica demonstrado pelos ataques do candidato ao Mercosul, à Unasul, a chefes de Estados de países vizinhos democraticamente eleitos, alguns deles pertencentes a grupos historicamente excluídos naqueles países.
Na crítica à política externa do governo Lula mal se disfarçam a xenofobia e o racismo de nossas elites que sempre se julgaram brancas e sempre tiveram os olhos voltados para os Estados Unidos e para a Europa, onde na verdade sempre sonharam em viver; a política externa de FHC, onde o presidente falava inglês e o chanceler como um lacaio tirava os sapatos para passar nas alfândegas dos países desenvolvidos mostra bem isso; uma candidatura que explora o preconceito contra as mulheres, candidatura sexista, machista e misógina, que claramente tenta desqualificar o lugar da mulher na política e que utiliza a velha tática de pôr em suspeita a sexualidade de toda mulher que ousa desafiar os lugares reservados aos homens com a conivência de inúmeras mulheres ditas independentes e feministas entronizadas como comentaristas na mídia, como Maitê Proença que chegou a convocar os “machos selvagens” para nos livrarem de Dilma; ressalte-se ainda o silêncio cúmplice de grandes lideranças intelectuais e políticas feministas ligadas ao PSDB, que deixo de nomear por respeito às suas trajetórias, que não deveriam necessariamente votar em Dilma, mas se posicionarem veementemente contra o tipo de campanha que faz o seu partido.
Este silêncio poderá custar caro às muitas conquistas feitas pelas mulheres. Me pergunto como pode ser que intelectuais deste quilate possam estar silenciosas diante do uso aético e mistificador da questão do aborto pelo candidato tucano, será que uma vitória eleitoral compensa a perda de uma reputação construída durante anos na luta das mulheres?
Ainda está em tempo de romperem o silêncio!; uma candidatura que explora e acirra o preconceito contra os homossexuais ao espalhar em emails apócrifos e criminosos na internet a suspeita de que Dilma seria lésbica (e qual o problema se fosse, sabemos com que órgãos de seu corpo ela exercerá a presidência); uma candidatura que açula o preconceito contra o pobre e o nordestino, que como sempre são tomados pelas nossas elites de classe média como aqueles ignorantes, que não sabem votar, que votam com a barriga e não com o cérebro, mesmo que estejam votando por defenderem a continuidade do governo que de longe foi o que mais beneficiou estas duas populações (porque votar em defesa do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, é menos racional que votar em defesa dos lucros exorbitantes conseguidos pelos beneficiários do processo de privatização, inclusive os grandes grupos de mídia e do banqueiro que aposta sempre no Meu Banco, Minha Vida?); uma candidatura que faz das mentiras mais descaradas e das promessas mais fajutas a sua apresentação (toma para si feitos dos outros, copia programas das outras candidaturas, promete fazer o que sempre fez diferente quando esteve no poder).
Este silêncio poderá custar caro às muitas conquistas feitas pelas mulheres. Me pergunto como pode ser que intelectuais deste quilate possam estar silenciosas diante do uso aético e mistificador da questão do aborto pelo candidato tucano, será que uma vitória eleitoral compensa a perda de uma reputação construída durante anos na luta das mulheres?
Ainda está em tempo de romperem o silêncio!; uma candidatura que explora e acirra o preconceito contra os homossexuais ao espalhar em emails apócrifos e criminosos na internet a suspeita de que Dilma seria lésbica (e qual o problema se fosse, sabemos com que órgãos de seu corpo ela exercerá a presidência); uma candidatura que açula o preconceito contra o pobre e o nordestino, que como sempre são tomados pelas nossas elites de classe média como aqueles ignorantes, que não sabem votar, que votam com a barriga e não com o cérebro, mesmo que estejam votando por defenderem a continuidade do governo que de longe foi o que mais beneficiou estas duas populações (porque votar em defesa do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida, é menos racional que votar em defesa dos lucros exorbitantes conseguidos pelos beneficiários do processo de privatização, inclusive os grandes grupos de mídia e do banqueiro que aposta sempre no Meu Banco, Minha Vida?); uma candidatura que faz das mentiras mais descaradas e das promessas mais fajutas a sua apresentação (toma para si feitos dos outros, copia programas das outras candidaturas, promete fazer o que sempre fez diferente quando esteve no poder).
Como o texto é muito longo e não se adapta ao formato do blog, coloquei aqui apenas os parágrafos iniciais.
Para ler o texto completo: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17067
sábado, 23 de outubro de 2010
Um presente para os mossoroenses
Para a surpresa de todos, a cidade de Mossoró foi presenteada com uma agradável chuva nesta noite de sexta-feira, em pleno mês de outubro.
Mossoró estava mesmo precisando desta chuva, pois o calor estava insuportável.
Pena que nenhuma supresa ocorreu no primeiro turno das eleições em nossa cidade, onde as oligarquias Maia, Rosado e Alves, mais uma vez, deitaram e rolaram.
Mossoró tem dois problemas crônicos: o clima excessivamente árido e a tirania de algumas oligarquias.
Pelo visto, na nossa querida cidade é muito mais fácil mudar o clima do que a subserviência política.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Eu só quero pagar
A população de Mossoró tem enfrentado enormes dificuldades para pagar suas contas de água e energia elétrica.
A Caixa Econômica e as casas lotéricas deixaram de receber os pagamentos e quem não possui conta no Banco do Brasil tem que enfrentar enormes filas e horários restritos em locais como a farmácia Pague Menos, que oferece uma estrutura precária para o atendimento aos clientes que querem efetuar o pagamento dessas contas.
É inacreditável que empresas como a CAERN e a COSERN não ofereçam condições adequadas para que seus clientes paguem pelo serviço prestado.
Eu não estou pedido nenhum favor. Apenas quero poder pagar minhas contas sem perder horas em uma fila.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Dilma assina compromisso contra o aborto
BRASÍLIA - Alvejada por mensagens na internet e cobrada por movimentos religiosos a se posicionar sobre temas como aborto e casamento entre homossexuais, a candidata à presidência pelo PT Dilma Rousseff, divulgou mensagem a religiosos, nesta sexta-feira, para tentar, nas palavras dela, 'pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos' espalhados pelos adversários. A mensagem foi entregue a parlamentares e líderes religiosos apoiadores da campanha petista para ser distribuído nas igrejas e cultos.
No texto, Dilma é enfática ao negar ser favorável ao aborto, mas evita entrar no debate sobre casamento entre homossexuais. Uma das cobranças feitas a ela na quarta-feira, em encontro com Evangélicos, era de que se comprometesse por escrito a não enviar ao Congresso projetos de lei que permitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A carta assinada por ela ontem, no entanto, faz promessas genéricas.
'Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País', afirma. Além da resistência de Dilma em assinar a carta, a avaliação da campanha é foi de que, ao se posicionar contra o casamento entre homossexuais, a candidata corre risco de perder mais votos do que ganhar.
'Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre assunto', continua Dilma, defensora, no passado, da descriminalização da prática e a discussão do tema como questão de saúde pública. 'Acho que tem de haver descriminalização do aborto. O fato de não ser regulamentado é uma questão de saúde pública. Não é uma questão de foro íntimo, não.', disse, em entrevista à Folha, em 2007.
Dilma Rousseff diz ainda que, se aprovado pelo Senado o projeto que torna crime a homofobia no País, sancionará apenas 'os artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil'. Este projeto tramita há nove anos no Congresso, e é rejeitado por movimentos religiosos pelo temor de que padres e pastores sejam punidos por fazerem sermões contra o homossexualismo.
A petista comenta ainda sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), o qual diz ser apenas 'uma carta de intenções'. Lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva no fim do ano, o plano propõe, entre outras ações, a descriminalização do aborto e operação de troca de sexo em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). 'O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família', assegura Dilma.
Ela cita ainda como exemplo os projetos do governo Lula, Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família para afirmar que só editará lei e desenvolverá programas 'que tenham a família como foco principal'. 'Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas', afirma.
'Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós', continua a candidata, ao pedir apoio para 'deter a sórdida campanha de calúnias' que, segundo Dilma, está sendo orquestrada contra ela.
Fonte: Estadão
Nota do blog: Estamos voltando à idade média onde os chefes de Estado tinham que beijar a mão dos líderes da igreja.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Para reflexão
Vejam esse texto de Anio de Freitas
Na porta de entrada
ENTRE PRÉ-SAL, Brasil no jogo político planetário, células tronco, construção de foguetes, submarinos nucleares, feitos esplêndidos e silenciosos de laboratórios científicos, liderança mundial em exportação de vários alimentos -enfim uma República presente no século 21 sob tantos aspectos, de repente a eleição de seu presidente reduz-se ao aborto, se crime ou não. Os candidatos tremem, docilizam-se, mentem. Os bispos e pastores, no velho e no novo púlpito da tv, troam passando-se pela voz divina. Um país com meio milênio de atraso.
O caminho para a conquista do eleitor não são os projetos, não são as ideias, não são os circunstantes técnicos e políticos, não é o diagnóstico do presente e a visão de futuro. É a benção. Proveniente de sedes de bispados e cardinalatos, dos palcos e templos onde os que fazem riqueza inventando seitas recolhem os 10% "de dízimo". É a benção não adotada, mas em versão própria, pelos meios de com unicação que se valham desse atraso para estimular eleitores em uma ou ou em outra direção.
Se o eleitor se convence da insinceridade dos candidatos, testemunha que é da submissão oportunista em quem deveria demonstrar inteireza, ignoro a existência de argumento respeitável para convencê-lo do contrário. Ignoro e duvido que haja.
A eleição dita republicana leva o Brasil ao portal do mundo dos fundamentalismos, essa patologia cujos fins e formas variados são idênticos nas marcas deixadas na história: sempre guerras, mortes impiedosas, sofrimento de inocentes em massa, dominação, e atraso -tantas vezes irreparável no possível caminho do crescimento humano.
Na essência, o fundamentalismo que aqui se torna eleitoral tem a ver com o papel subalterno que as religiões médio-orientais e ocidentais atribuem à mulher. Esse ser que nem na arca de Noé teve um lugar, não teve um lugar entre apóstolos e não foi convidada à última ceia. Nasce com as impurezas que a fazem incapaz para o sacerdócio e, ainda hoje, deve esconder-se do mundo sob véus e burcas e hábitos, quando não é apedrejada pelos castigos que isentam os homens. Nesse tratamento aos considerados filhos de Deus, o fundamentalismo encontra no aborto o crime de homicídio na promessa de pessoa que é o feto. A vida acima de tudo. Não, porém, a vida da mulher que não quis ou nem pode ter o encargo de um filho e, entregue à solução única do aborto precário, perde a vida aos milhares e milhões. É vida de mulher, só.
Mas o que os candidatos à Presidência disputam é a sua possibilidade de influir, decisivamente em inúmeros casos, no futuro de quase 200 milhões de pessoas. Adeptos de religião ou não. E a maioria dos adeptos, só para fins de declaração.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
As perigosas relações entre política e religião
Quando foi anunciado o segundo turno nas eleições presidenciais, imaginei que, finalmente, os candidatos iriam começar a debater os grandes temas de interesse da nação.
Infelizmente, mal começou o segundo turno, e os grandes temas estão sendo deixados de lado para dar vez a uma discussão ridícula sobre temas como aborto e união civil de homossexuais, com um forte vies religioso.
Vejam o texto abaixo, retirado do Yahoo Notícias, e tirem suas conclusões.
Evangélicos vão fazer campanha contra Dilma no ES
O Fórum Político Evangélico do Espírito Santo e a Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória (APEGV) anunciaram que vão fazer campanha no Estado contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. A estimativa é que um terço da população capixaba seja evangélica, o que significa cerca de 1,2 milhão de pessoas.
Segundo o pastor Enock de Castro, presidente da APEGV, a posição foi tomada depois de uma consulta às diversas igrejas associadas às duas entidades. "Entre 80% e 90% dos evangélicos tendem a votar em José Serra (PSDB). O risco é grande de vermos alguns princípios religiosos serem afetados. Há uma posição da Dilma em defesa do aborto, da união civil entre pessoas do mesmo sexo e proibição de proferir religião em órgãos públicos, que são coisas que não podemos aceitar", disse, ao justificar a posição.
Já o presidente do Fórum Político Evangélico do Espírito Santo, Lauro Cruz, afirmou que a postura tucana preocupa menos. "O posicionamento histórico de Dilma gera apreensão. Ela é a favor do aborto, embora tenha negado isso. A postura de Serra preocupa menos do que a de Dilma. E dos males, vamos escolher o menor."
Outro ponto apontado pelas lideranças evangélicas capixabas contra a petista foram as alianças políticas firmadas pelo PT para viabilizar a candidatura da ex-ministra. "Ao lado dela estão José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Dirceu. Não são políticos confiáveis", comentou Cruz.
No primeiro turno, as duas entidades evangélicas apoiaram a candidata do PV, Marina Silva, e chegaram a subir no palanque dela quando esteve em Vitória, no fim de setembro. "Esperamos uma posição neutra da Marina", afirmou Castro.
Família
Outra entidade evangélica capixaba, a Convenção das Assembleias de Deus, afirmou que também vai apoiar Serra. "Quando aceitamos um membro, avaliamos sua conduta. Alguém para presidir uma família tão grande como a brasileira tem de ter uma raiz, que é a família. Na campanha, José Serra se apresentou junto com a família. É assim que tem que ser e vamos orientar os fiéis nesse sentido", disse Osmar de Moura, presidente da Convenção.
Já a Igreja Católica, por meio da Arquidiocese de Vitória, lançou um documento oficial assinado pelo arcebispo Luiz Mancilla Vilela, condenando quem apoia questões como o aborto, a violação à liberdade de expressão e religiosa.
"Não vote naqueles que defendem um falso conceito de direitos humanos, por exemplo, colocando como se fosse direito: a violação da liberdade de expressão, o direito de matar o ser humano no seio materno, o direito de adoção de crianças quando faltam as qualidades de mãe ou de pai, o direito de violar a liberdade religiosa impedindo que cada religião use os seus símbolos sagrados. Estes não merecem o seu voto de católico", escreveu o arcebispo.
No domingo da eleição, alguns padres católicos chegaram a pregar contra o voto em Dilma durante a homilia das missas matinais. Um dos exemplos foi a Igreja de Santa Rita, localizado na Praia do Canto, um bairro nobre da capital capixaba.
No Espírito Santo, houve uma vitória apertada da candidata petista. Dilma conquistou 37,25% dos votos válidos, o que corresponde a 717.417 votos; Serra obteve 35,44%, o que equivale a 685.590 votos; e Marina Silva recebeu 26,26% dos votos capixabas ou 505.734 votos.
Crianças completam 60 dias sem aula
A falta de professores nas salas de aula das escolas da rede estadual de ensino já é um assunto bastante divulgado e, até o momento, sem solução. O problema atinge principalmente os estudantes do ensino médio. Mas, infelizmente, não se resume a eles. Na Escola Estadual Antônio de Souza Machado, no conjunto Nova Vida (zona leste), por exemplo, a falta de professores prejudica crianças e adolescentes. São estudantes que estão sem professores há meses, ou, simplesmente, não assistiram a nenhuma aula no atual ano letivo.
O caso mais grave - se é que existe maior ou menor gravidade nesse caso - refere-se a uma turma de crianças do 2° ano fundamental que estão sem assistir à aula há mais de dois meses. É que a professora dessas crianças simplesmente desistiu de dar aula após o fim do recesso do meio do ano. Motivo: falta de pagamento.
As aulas foram paralisadas exatamente no dia 2 de agosto passado e, até o momento, o que se tem são apenas promessas de que elas serão retomadas.
Nesta quarta-feira, 5, a dona-de-casa Maria Dalcicléia, mãe de Kaio, de 7 anos, foi até a escola saber se as aulas seriam retomadas. Mas, logo depois, retornou com uma resposta negativa. "A direção da escola havia informado que as aulas seriam reiniciadas hoje (ontem), mas fui informada agora que a Secretaria (Estadual da Educação) ainda não definiu o professor", disse Dalcicléia, contando a conversa que teve a vice-diretora da escola.
Sem professor, Kaio, um dos estudantes do 2° ano, deixou de assistir à aula para assistir à TV. "Isso quando não está na rua", conta a sua mãe.
A diretora do Antônio de Souza Machado, Maria da Conceição Oliveira Souza, reconheceu o problema e se mostrou indignada com a situação. "Já trouxemos até o promotor da Educação para conferir o abandono, mas nada foi feito, mesmo assim", contou a diretora, mostrando que está agindo para conseguir professores.
Conceição informou que na última segunda-feira, 4, esteve na Diretoria Regional de Educação (DIRED) de Mossoró, onde foi informada que os professores seriam encaminhados para as escolas assim que chegasse uma minuta da Secretaria Estadual da Educação dando autorização. "A promessa agora é que até sexta-feira, 8, esses professores serão encaminhados', relatou a diretora.
O caso mais grave - se é que existe maior ou menor gravidade nesse caso - refere-se a uma turma de crianças do 2° ano fundamental que estão sem assistir à aula há mais de dois meses. É que a professora dessas crianças simplesmente desistiu de dar aula após o fim do recesso do meio do ano. Motivo: falta de pagamento.
As aulas foram paralisadas exatamente no dia 2 de agosto passado e, até o momento, o que se tem são apenas promessas de que elas serão retomadas.
Nesta quarta-feira, 5, a dona-de-casa Maria Dalcicléia, mãe de Kaio, de 7 anos, foi até a escola saber se as aulas seriam retomadas. Mas, logo depois, retornou com uma resposta negativa. "A direção da escola havia informado que as aulas seriam reiniciadas hoje (ontem), mas fui informada agora que a Secretaria (Estadual da Educação) ainda não definiu o professor", disse Dalcicléia, contando a conversa que teve a vice-diretora da escola.
Sem professor, Kaio, um dos estudantes do 2° ano, deixou de assistir à aula para assistir à TV. "Isso quando não está na rua", conta a sua mãe.
A diretora do Antônio de Souza Machado, Maria da Conceição Oliveira Souza, reconheceu o problema e se mostrou indignada com a situação. "Já trouxemos até o promotor da Educação para conferir o abandono, mas nada foi feito, mesmo assim", contou a diretora, mostrando que está agindo para conseguir professores.
Conceição informou que na última segunda-feira, 4, esteve na Diretoria Regional de Educação (DIRED) de Mossoró, onde foi informada que os professores seriam encaminhados para as escolas assim que chegasse uma minuta da Secretaria Estadual da Educação dando autorização. "A promessa agora é que até sexta-feira, 8, esses professores serão encaminhados', relatou a diretora.
Fonte: www.defato.com
terça-feira, 5 de outubro de 2010
PT estuda tirar aborto de programa para estancar queda de Dilma entre religiosos
Acuado pela perda de votos de evangélicos na reta final do primeiro turno, o PT ensaia deixar de lado a defesa programática da descriminalização do aborto e já planeja retirar a proposta do programa do partido, aprovado em congresso.
A medida deve ser discutida em reunião da Executiva do PT, como forma de responder aos rumores contra a candidata à Presidência, Dilma Rousseff, apontados como o principal motivo para o crescimento de Marina Silva (PV), contrária à legalização do aborto, e a consequente ida da disputa presidencial ao segundo turno.
O secretário de Comunicação do PT defende o isolamento da ala do partido pró-legalização. “Agora é hora de envolver mais dirigentes na campanha. Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra”.
Um dos coordenadores da campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo, reconhece que a resolução do PT, pró-descriminalização do aborto, não é unânime no partido e não é a posição de Dilma.
O tema se tornou tão incômodo que ontem, ao “Jornal Nacional”, Dilma o citou mesmo sem ter sido questionada (ela teve um minuto e meio para “dar uma mensagem aos eleitores”).
“Eu tenho uma proposta de valores. Um princípio nosso de valorizar a vida em todas as suas dimensões”.
Fonte: Folha Online
Nota do blog: particularmente, acho que essa discussão é completamente desnecessária diante de temas tão relevantes para o futuro do país que não foram adequadamente discutidos durante o primeiro turno (saúde, educação, segurança, reforma agrária etc.).
Essa discussão sobre a legalização do aborto evidencia uma disputa entre o machismo do fundamentalismo cristão e as conquistas do movimento feminista.
Infelizmente, o movimento feminista brasileiro não tem a força e a popularidade necessária para atrair o apoio dos partidos que disputam o segundo turno, PT e PSDB, já que o que importa neste momento é a conquista de votos.
Por outro lado, o número crescente de pessoas que se vinculam ao fundamentalismo cristão brasileiro dá força política a um movimento machista e conservador que tenta colocar a mulher em uma posição de inferioridade em relação ao homem.
Assim, os líderes de determinadas igrejas se sentem em condições de impor esse tipo de discussão e pautar o discurso dos candidados, que para chegar ao poder, abandonam seus ideais e passam a defender as bandeiras que rendem mais votos, por mais ridículas que elas sejam.
O movimento feminista está sendo a primeira vítima dos fundamentalistas cristãos. Quem será a próxima vítima?
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
PSDB reflete sobre a troca do vice de Serra
De acordo com o site Poder online, é forte no PSDB a pressão para, no segundo turno, o candidato do PSDB, José Serra, substituir o seu vice, deputado Índio da Costa (DEM).
Os tucanos sonham com duas hipóteses. A primeira, considerada mais remota, é Marina Silva (PV). Mas o projeto da senadora para 2014 e as rusgas do primeiro turno deixam essa possibilidade mais difícil.
A segunda é voltar a pressionar o senador eleito Aécio Neves (MG). Na avaliação de alguns tucanões Aécio não tem nada a perder agora.
Uma coisa é certa, o comando do PSDB quer a mudança do vice.
Algumas pessoas duvidam, mas as ações de Serra na reta final deste primeiro turno mostram que vale tudo para ganhar a eleição.
Oportunismo por todos os lados
Domingo à noite.
Os votos ainda não haviam sido totalizados, mas já se tinha certeza de que a eleição presidencial seria decidida no segundo turno e o que vemos.
Políticos vinculados ao PT e ao PSDB/DEM falando sobre a importância da causa ambiental.
Serra e Dilma passaram a eleição inteira sem falar seriamente sobre o assunto, mas o desempenho de Marina parece ter despertado a percepção de que o discurso sobre a questão ambiental agrega votos.
Assim, com a maior cara de pau possível, políticos dos partidos que disputam o segundo turno começam a falar sobre a preservação do meio ambiente.
Vou dar uma dica para as turmas do PT e do PSDB: nem todos os votos de Marina são frutos do discurso sobre a questão ambiental. É bom ficar de olho no fato de ela ser evangélica. Cada vez mais me convenço de que esse fato tem um peso enorme na escolha dos candidatos por parte de um número significativo dos eleitores evangélicos.
Assim, além de falar sobre meio ambiente, é bom começar a dizer que é contra a legalização do aborto, a descriminalização do uso da maconha, a união civil de casais homosexuais, a adoção de crianças por casais homossexuais etc.
Se não fizer isso, Silas Malafaia e sua turma ficam com raiva e aí, já era, adeus votos dos evangélicos.
domingo, 3 de outubro de 2010
Aqui se faz, aqui se paga
Durante o tempo em que esteve a frente do Ministério do meio ambiente, Marina Silva enfrentou forte oposição dentro do próprio governo. Para defender a causa ambiental Marina travou embates, inclusive, com a Ministra da casa civil Dilma Rousseff, com sua obsessão pelo desenvolvimento econômico a qualquer custo.
Marina perdeu a batalha e acabou se retirando do governo e do próprio PT, sem que as lideranças do governo e do PT fizessem o esforço necessário para mantê-la no ministério ou no PT.
O próprio Presidente Lula parece não ter acreditado que a saída de Marina ocasionaria prejuízos ao governo ou ao partido, e nada fez para prezervá-la.
Mas, como diz o ditado, aqui se faz, aqui se paga.
E o PT pagou caro, pois Marina (que seria a candidata ideal para o PT), conquistou uma quantidade surpreendente de votos, ganhou forças como alternativa para 2014, e impediu a vitória de Dilma ainda no primeiro turno.
Agora Dilma e o PT têm que lutar pela vitória nesse segundo turno, ao lado de aliados como José Sarney, Collor e Renan Calheiros, pois, ao longo desses oito anos, o partido abriu mão de pessoas como Plínio, Marina, Heloísa Helena e Cristovan Buarque, o que é, simplesmente, lamentável.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Dilma nos debates
Candidata Dilma. Como resolver os problemas da educação?
Dilma responde: No governo do presidente Lula....
Candidata Dilma. Como resolver os problemas da saúde?
Dilma responde: No governo do presidente Lula....
Candidata Dilma. Como resolver os problemas da segurança?
Dilma responde: No governo do presidente Lula....
Assim, a orientação feita pelos responsáveis pelo marketing da campanha da candidata faz com que o povo brasileiro chegue ao final do período eleitoral sem conhecer profundamente as ideias defendidas por Dilma que, provavelmente, sairá vitoriosa ainda no primeiro turno.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Missão de professor
Tá vendo a aquele engenheiro, moço?
Ajudei a lhe formar
Foi muita dedicação
Eu lhe dei educação
pra sair e pra entrar
Hoje vejo ele importante
Bem pra frente e elegante
Dirigindo o seu carrão
E me passa disfarçado
Nem se lembra do passado
Nem vem me cumprimentar
Meu trabalho está cumprido
Vou pra casa enaltecido
Pois cumpri o meu dever
Tantas se passaram
Meus alunos se formaram
Mas sem me reconhecer.
Tá vendo aquele médico, moço?
Que está dando plantão
Para ele aprender
Quando ia escrever
Eu pegava em sua mão
Hoje me vejo doente
Como qualquer paciente
Vou pra fila esperar
Mas o médico é ocupado
Saiu muito apressado
Não pode me consultar
Minha voz está cansada
Não tenho tempo pra nada
Só mesmo para ensinar
O doutor que eu procurei
E um dia lhe ensinei
Não pode me medicar
Tá vendo aquelas crianças, moço?
São meus alunos também
Pra cumprir minha missão
Vou lhes dar educação
amando e querendo bem
Que um dia no futuro
Tenham caminho seguro
Com Jesus a abençoar
São crianças inocentes
Também precisam da gente
Para a vida melhorar.
Fui eu que eduquei turistas,
Advogados e dentistas,
Prefeito e governador
Eles são bem sucedidos
E eu não reconhecido
Sou apenas, apenas professor!
(Paródia da música Cidadão,de Zé Geraldo)
Antonio Sabino
Professor
Ajudei a lhe formar
Foi muita dedicação
Eu lhe dei educação
pra sair e pra entrar
Hoje vejo ele importante
Bem pra frente e elegante
Dirigindo o seu carrão
E me passa disfarçado
Nem se lembra do passado
Nem vem me cumprimentar
Meu trabalho está cumprido
Vou pra casa enaltecido
Pois cumpri o meu dever
Tantas se passaram
Meus alunos se formaram
Mas sem me reconhecer.
Tá vendo aquele médico, moço?
Que está dando plantão
Para ele aprender
Quando ia escrever
Eu pegava em sua mão
Hoje me vejo doente
Como qualquer paciente
Vou pra fila esperar
Mas o médico é ocupado
Saiu muito apressado
Não pode me consultar
Minha voz está cansada
Não tenho tempo pra nada
Só mesmo para ensinar
O doutor que eu procurei
E um dia lhe ensinei
Não pode me medicar
Tá vendo aquelas crianças, moço?
São meus alunos também
Pra cumprir minha missão
Vou lhes dar educação
amando e querendo bem
Que um dia no futuro
Tenham caminho seguro
Com Jesus a abençoar
São crianças inocentes
Também precisam da gente
Para a vida melhorar.
Fui eu que eduquei turistas,
Advogados e dentistas,
Prefeito e governador
Eles são bem sucedidos
E eu não reconhecido
Sou apenas, apenas professor!
(Paródia da música Cidadão,de Zé Geraldo)
Antonio Sabino
Professor
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Porque não existe dinheiro para educação, saúde, segurança, reforma agrária etc.
Vejam os últimos números acerca da dívida pública brasileira e saiba para onde vai a fortuna que o governo arrecada com a famigerada carga tributária e porque não existe dinheiro para educação, saúde, segurança, reforma agrária etc..
De acordo com o jornal O Estadão (www.estadão.com.br), "A Dívida Pública Total aumentou 1,04% e atingiu R$ 1,618 trilhão em agosto, após ter registrado R$ 1,601 trilhão em julho, segundo informou hoje o Tesouro Nacional. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 1,03% no mês passado, para R$ 1,524 trilhão, ante o resultado de R$ 1,509 trilhão apresentado em julho."
De acordo com o Tesouro Nacional, o estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal externa (DPMFe) cresceu 1,35% em agosto ante julho, encerrando o mês passado em R$ 93,5 bilhões. Os gastos com os juros da dívida interna totalizaram R$ 13,131 bilhões em agosto, enquanto os relativos à dívida externa somaram R$ 320,8 milhões.
Quando o candidato Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) defende a necessidade de uma auditoria da dívida e a redução de gastos com pagamento de juros para que o país possa investir em outras áreas (saúde, educação, segurança, reforma agrária etc.), muitos eleitores não levam os argumentos do candidato a sério, preferindo acreditar em candidatos que não discutem essa questão por medo de se indispor com os grandes agiotas nacionais e internacionais, que se beneficiam, a décadas, dos juros exorbitantes pagos pelo governo brasileiro.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Sindicato de servidores do IFRN emite nota de repúdio contra Rosalba Ciarlini
Vejam a nota de repúdio emitida pelo SINASEFE com relação às afirmações feitas pela candidata acerca da sua participação no processo de expansão da rede federal de educação profissional no RN.
Como é que a nossa "ilustre" senadora vai explicar isso?
Obs.: Para visualizar melhor a nota, click sobre ela e você verá que ela ficará maior.
Como é que a nossa "ilustre" senadora vai explicar isso?
Obs.: Para visualizar melhor a nota, click sobre ela e você verá que ela ficará maior.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O político, o paraíso e o inferno
Um deputado está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre.
A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.
-'Bem-vindo ao Paraíso!'; diz São Pedro
-'Antes que você entre, há um probleminha.
Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.
-'Não vejo problema, é só me deixar entrar', diz o antigo deputado.
-'Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte:
Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.
-'Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o deputado.
-'Desculpe, mas temos as nossas regras. '
Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.
Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado.
Todos muito felizes em traje social.
Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.
Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.
Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas.
Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.
Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.
Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele..
Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando.
Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.
-' E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso.
Agora escolha a sua casa eterna.' Ele pensa um minuto e responde:
-'Olha, eu nunca pensei .. O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.'
Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.
Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.
O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do deputado.
-' Não estou entendendo', - gagueja o deputado - 'Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!'
O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:
-'Ontem estávamos em campanha.
Agora, já conseguimos o seu voto...'
domingo, 19 de setembro de 2010
Valorização do professor ou uma tentativa desesperada de "conquistar" votos?
No último 17/09, o governo do RN entregou 10.200 notebooks para os professores da rede estadual de ensino através do projeto Professor Conectado.
De acordo com o site do governo do RN: "Depois da entrega o governo garantirá o acesso à Internet e, posteriormente, disponibilizará softwares específicos para o trabalho pedagógico."
"O papel do Estado é dar condições para que os trabalhadores da rede trabalhem melhor. Este projeto permitirá a elaboração de aulas com mais qualidade aos estudantes das escolas estaduais do RN". Observa o governador Iberê Ferreira de Souza.
O que poderia ser visto como um indicativo de valorização do professor e do reconhecimento da importância do uso de tecnologias mais modernas na educação (o que é extremamente válido), soou mais como uma tentativa desesperada de conquistar a simpatia dos profissionais da educação, já que os notebooks estão sendo entregues quando faltam apenas 16 dias para a eleição e o atual governador, candidato à reeleição, está com enormes dificuldades para emplacar sua campanha.
Além disso, o governador parece ter esquecido de qualificar os professores para o uso dessa tecnologia na educação (o que não é tão simples). Assim, corremos o risco de ver o governo jogar fora R$ 12.800.000,00, com pouca melhoria efetiva da qualidade da educação.
Um exemplo parecido com este ocorreu (talvez ainda ocorra) aqui mesmo em Mossoró, quando a prefeitura equipou algumas escolas com laboratórios de informática, que ficaram fechados, pois os professores não os utilizavam.
O que eu tenho escutado é que parentes de alguns professores se deram bem, pois ganharam notebooks novos sem gastar um tostão.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Dica de cinema
A MASSAI BRANCA
A Massai Branca é uma história baseada no livro autobiográfico de Corinne Hofmann, que narra de maneira sóbria e cronológica a incrível saga de Carola Lehmann (Nina Hoss), uma mulher suíça, de classe média alta, que passa as férias no Quênia em companhia do namorado Stefan (Janek Rieke). Tudo transcorre da maneira mais normal possível, até o momento em que ela conhece Lemalian (Jacky Ido), um guerreiro negro da cultura queniana denominada Massai, por quem ela se apaixona. Encantada pelo homem, diferente de qualquer outro que já conheceu, Carola decide abandonar o namorado e se embrenhar pelo interior da África em busca de Lemalian. O que Carola encontra é um mundo totalmente diferente do apresentado aos turistas. Para conseguir o que quer, ela conhece cidades muito pobres e enfrenta muitas adversidades, até contar com a ajuda da alemã Elisabeth (Katja Flint), que já havia feito algo parecido. Já na tribo de Lemalian, ela começa a conhecer melhor o mundo do amado e a aprender um pouco de seu modo de viver. Porém, mesmo com a certeza de que os sentimentos dele são os mesmos que os dela, Carola não consegue suportar as grandes diferenças entre as duas culturas. Por fim, essas dificuldades fazem com que Carola decida abandonar Lemalian e a tribo em que viviam para voltar a viver em seu País de origem.
Ao longo de todo o filme fica evidente a problemática dos choques culturais vividos por uma européia branca de formação capitalista e um pastor de cabras africano que habita uma comunidade nas montanhas. Essas diferenças ficam evidentes em diversos momentos do filme, dos quais destacamos: as expressões da sexualidade, a noção de prazer, os rituais, as crenças e as questões de gênero.
Em síntese: um filme muito interessante. Vale à pena assistir ou, para quem preferir, ler o livro.
Em síntese: um filme muito interessante. Vale à pena assistir ou, para quem preferir, ler o livro.
domingo, 12 de setembro de 2010
O erro de Serra.
Quando vejo o candidato José Serra (PSDB) nos debates ou no horário eleitoral, fico imaginando quem está elaborando a sua péssima estratégia de campanha.
Até parece que eles estão fazendo força para perder a eleição.
O discurso de Serra é tão parecido com o da Dilma que nem parece que ele está fazendo oposição ao atual governo.
Para a equipe de campanha de Serra tudo se resume a uma questão de quem gerencia melhor, ele ou Dilma. Assim, restaria ao eleitor escolher entre esses dois candidatos, aquele que é capaz de fazer com mais competência as mesmas coisas.
Mas, o grande erro de Serra é esconder o ex-presidente FHC.
Ao invés de apresentar os méritos do trabalho de FHC (que se re-elegeu no primeiro turno em 1998), situando historicamente esse governo e mostrando as conquistas obtidas (Plano Real, controle da inflação, responsabilidade fiscal, FUNDEF, bolsa escola, genéricos etc.) e as dificuldades enfrentadas, Serra chegou ao ponto de tentar vincular sua imagem à imagem do presidente Lula, numa fracassada tentativa de confundir o eleitor.
Com uma estratégia de campanha cheia de equívocos e com aliados que têm pavor de se vincular a sua imagem (vejam o caso de Rosalba, que quer ver o diabo, mas não quer chegar perto do Serra), Serra está fadado a perder mais uma eleição e o PSDB continuará vagando no limbo da oposição.
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